Cultura do milheto alcança altas produtividades e cresce nos cerrados

  • Híbridos de Milheto Graníferos apresentam uma série de benefícios para o produtor, como altas produtividades, redução de nematoide (Pratylenchus brachyurus) e aumento da produtividade da cultura subsequente
  • Ele produz grãos de alta qualidade que são usados em rações para aves, suínos, no confinamento de gado e, agora, podem ser utilizados na alimentação humana, como ingredientes de alimentos integrais

As produtividades alcançadas, a qualidade dos grãos e a valorização estão impulsionando o plantio do milheto nos cerrados. Muitos agricultores da região produziram média de 50 sacas por hectare na última safra. O motivo tem relação com o manejo correto da lavoura, que foram executados pelos agricultores desde o plantio até colheita.

Marlon Rogério Lermen, do município de Nova Ubiratã (MT), utilizou na última safra o Híbrido de Milheto da ATTO Sementes. Colheu a média de 52,5 sacas por hectare. A família dele produz soja, milho, milheto e também atua na pecuária de corte. “Na mesma propriedade onde foi plantado o milheto, o milho também respondeu bem, pois teve chuvas mais regulares. Eu nunca tinha colocado adubo no milheto, e este ano sobrou um pouco e coloquei uma quantidade até baixa. Planto o milheto porque tenho pecuária com confinamento. Uso na dieta dos animais, mas também comercializo o grão, além de produzir uma palhada de qualidade. O Híbrido de Milheto atua ainda como redutor de nematoide”.

Lermen disse que seguiu as orientações de manejo dos representantes de venda da ATTO, como por exemplo manter a área livre de ervas daninhas, dentre outras práticas utilizadas na cultura.

No confinamento, ele usa a silagem de milho como volumoso e na dieta para energia e proteína. “Uso o DDG [bagaço seco, subproduto das usinas de etanol] do milho e o farelo de soja para proteína, e o milho e o milheto como energia. O milheto e o milho doso conforme a dieta indicada pelo veterinário”. São confinadas 1.000 cabeças por ano, mas também trabalha com cria e recria.

O produtor Edgard Gomes Silva, também de Nova Ubiratã, alcançou com o ADRg 9060 a média de 45 sc/ha na área de 30 hectares que plantou. “Houve uma valorização do grão do milheto nessa safra, muita gente fazendo manejo no solo, combatendo os nematoides, e o milheto é uma cultura que sai muito rápido nas primeiras chuvas e ajuda também na proteção do solo”, conta Edgard.

No segundo ano de plantio do milheto, o agricultor Diego Fernando Pasqualotti, de Canarana, alcançou a média de 52,4 sacas por hectare tanto no ADRg 9060 quanto no ADRg 9070. Ele plantou o milheto em 60 hectares para produção de grãos, cobertura de solo e combate ao nematoide.

Pasqualotti conta que a quantidade de chuva foi bem abaixo do esperado, porém bem distribuída. “Acredito que cheguei nessa produtividade devido ao manejo bem feito, com o plantio na velocidade recomendada, área limpa, aplicação de adubo, estande de plantas perfeito e aplicação dos defensivos no momento correto”, explica. O produtor comercializa o grão de milheto para granjas de frango e notou uma valorização no preço do grão.

O Coringa do Campo

O milheto teve uma transformação ao longo das safras, saindo de uma cultura de cobertura de solo para uma excelente alternativa de produção de grãos de alta qualidade e liquidez, e ainda com benefício adicional de ser propulsor de produtividade da soja, combatendo ainda nematoide. Mais recentemente se tornou ingrediente autorizado pela Anvisa para a fabricação de alimentos integrais.

“Estamos diante de um produto gerador de ganhos para todos os segmentos do agronegócio, nas últimas safras o grão vem alcançando uma excelente valorização. O grão do milheto apresenta alta liquidez, alto teor de proteína e aminoácidos essenciais, tornando-se fundamental para a produção de ração de qualidade, gerando uma excelente renda para o agricultor, pecuarista e para as granjas de aves”, afirma o diretor comercial da ATTO Sementes, Juca Matielo.

Grupo Atto
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